segunda-feira, 28 de maio de 2012
NUM ABRIR E FECHAR DE OLHOS
NUM ABRIR E FECHAR DE
OLHOS
E muitas coisas passarão, mas nem todas ficarão para trás...
A Bíblia Sagrada é a
Fonte viva, infalível, inerrante e inesgotável das revelações do Senhor Deus
para o homem. Toda e cada expressão nela revelam detalhes suficientes para que através
deles possamos alcançar o entendimento da nossa história, das coisas do mundo
físico e dos limiares do espiritual, da majestosa e soberana vontade do Deus
Criador e Onipotente.
Na Bíblia Sagrada há
expressões que apenas falam do passado e existem outras que somente apontam
para o futuro. Todavia uma das mais lindas, exclusivas e extraordinárias propriedades
dela é a de possuir expressões que falando do passado, está mostrando ou
instruindo o presente e ao mesmo tempo apontando para as coisas futuras. A Palavra de Deus é viva e eficaz. Hb
4.12. E por ser assim, em si mesma é
dinâmica e dinamiza a vida.
A nenhuma das expressões
registradas no Sagrado Livro do Eterno Deus devemos considerar por somenos
importante. Coisa alguma na Bíblia Sagrada é de somenos importância e nela
coisa alguma é desprezível. Tudo na Bíblia Sagrada deve ser por nós apreciado,
conhecido, meditado e respeitado. E todo e qualquer conselho do Deus da Bíblia
Sagrada deve ser por nós prontamente recebido, com presteza observado, sublimemente
amado e fervorosamente buscado e seguido.
E dentre as
extraordinárias expressões na Bíblia Sagrada que apontam exclusiva e
diretamente para o futuro, está a registrada na Primeira Carta de Paulo aos
Coríntios 15.52: “Num abrir e fechar de olhos”. Algumas traduções para o mesmo
sentido empregam também a “Num piscar de olhos”.
Esta expressão traduz
com exatidão, propriedade e solidez a “ριπή όφθαλμου” (rhipe ophitalmo) do texto
original grego. Esta expressão diz respeito a um movimento rápido dos olhos. No
texto grego original, e como uma explicação ilustrativa a fim de que possamos
alcançar a idéia prática de fração de tempo neste movimento, ela sucede à
expressão “έν άτόμω” (en átomo) que quer dizer “num
instante”, “num momento indivisível”.
Por si somente, o
termo grego “ριπή” (rhipe) acima, fala de um movimento
tão rápido como o do levantar relâmpago de uma chama, o do sopro rápido de um
vento, o do lançamento ligeiro de um dardo.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos”. Esta pequena frase hoje nos faz enxergar o grande divisor de
coisas que acontecerão unica e singularmente num amanhã. Este pequeno detalhe
hoje nos deixa alcançar a idéia do grande e esperado acontecimento futuro. Esta
pequena expressão está continuamente nos despertando para um grande alerta. Este
pequeno aviso está chamando a nossa atenção para grandes exigências, mas também
para enormes riscos.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer nos declarar um futuro de ressurreição para mortos e uma
surpresa iminente e irretroativa para vivos. Quer também nos fazer atentos para
modos e implicações. Quer nos dizer de uma forte e irresistível mudança
instantânea de coisas. Quer nos falar de um novo e inigualável dia depois de
toda uma velha e fatigante história de experiências, provações e esperança. Quer
nos acender o íntimo para a resposta final e infalível de revestimento,
incorruptibilidade e transformação. Mas também por outro lado quer nos dizer
que muita coisa vai passar, mas também que nem todas ficarão esquecidas para
trás.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todas as
nossas noites históricas de choros e todas as nossas manhãs declarativas de
alegrias terrenas, mas também quer nos falar que não ficarão para trás e
esquecidos a nobreza e o afinco expressos nos frutos por nós produzidos nos
nossos tempos de vida e combates guardando a fé. Passarão todas as nossas tristezas
assombrosas e todas as nossas dores e aflições angustiantes, mas também não
ficarão para trás e esquecidos a firmeza e o esforço por nós mantidos nos
nossos serviços e tarefas para o Senhor.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todos os
nossos infortúnios e sucessos, perdas e ganhos, discórdias e demandas, disputas
e pelejas, prejuízos e lucros terrenos, mas também quer nos declarar que não
ficarão para trás e esquecidos a recompensa e o penhor de tudo realizado por
nós. Não ficarão para trás injustiças não reparadas e não serão esquecidos
erros encobertos e não tratados.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todas as
nossas oportunidades de acertos e todas as nossas chances de consertos, mas
também não ficarão para trás todas as incidências atinentes a eles. Passarão todos
os nossos interesses pelos bens e patrimônios e todos os nossos créditos e
débitos, mas também não ficarão para trás e esquecidos a avaliação da nossa
administração e das nossas probidade e lisura relativas a ligação do seu emprego
em nossa missão terrena.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todos os
nossos privilégios, honrarias e todos os nossos direitos e deveres terrenos,
mas também não ficarão para trás e esquecidos o que deles, por eles e com eles
tratamos e realizamos em favor da obra de Deus.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todos os
panos da soberba, todos os tecidos da arrogância e todas as texturas da
hipocrisia, mas também não ficarão para trás e esquecidos os pesos e medidas
para cada desmando cometido, para cada falsidade impetrada, para cada
prevaricação arquitetada, para cada leviandade contumaz, para cada ganância
consumada. Nenhum feito e seus objetivos visados, nenhuma posição e status
conquistados e nenhum título e fama adquiridos ficarão para trás, isentos e
alheios às considerações e julgamento do Eterno.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão todas as
mentalidades mesquinhas e medíocres. Mas também quer nos falar que não ficarão
para trás e esquecidas as agruras e as lágrimas que promoveram e os entraves e
deméritos que motivaram.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão grandes e
pequenos, senhores e servos, ilustres e reles, ricos e pobres, líderes e
liderados, maridos e esposas, ativos e inertes, construções e esboços, pais e
filhos, parentes e parentelas, mas também quer nos falar que nem todos ficarão
para trás e esquecidos, que nem todos serão deixados no moinho e nem todos
permanecerão deitados juntos aos seus afins de mesmo leito.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente passarão ajuntamentos
e uniões, cessarão ausências, romperão contratos, ofuscarão brindes, tornarão
brilhos insignificantes, cairão desvalores de sobre o que o mantinha. Mas
também quer nos falar que nem toda unanimidade, nem toda cumplicidade, nem todo
acordo, ficarão para trás e esquecidos. Quer nos falar que por um lado enquanto
haverá o júbilo de uniões, por outro incidirá profunda tristeza de separações.
“Num momento, num abrir e fechar
de olhos” quer também nos dizer que num de repente, brilhos serão
apagados, perspectivas se esvairão, orgulhos serão abatidos, paixões se
esfriarão, significâncias serão desprezadas, paladares perderão a ânsia aos
sabores, satisfações perderão a graça, pleitos perderão o sentido e tronos
perderão o ímpeto do poder. Mas também quer nos falar que não ficarão para trás
e esquecidos a visão clara do novo fulgor, a percepção ilimitada da nova
dimensão, a realidade do novo e perene sentimento legitimamente verdadeiro de
adoração e a demonstração do novo e sincero louvor de gratidão.
A expressão “Num
momento, num abrir e fechar de olhos” está diariamente batendo em
nossas portas, acompanhando os nossos negócios, observando os nossos
empreendimentos, contemplando os nossos relacionamentos, olhando para as nossas
atividades, falando ao nosso coração de várias maneiras e através de diversas e
diferentes vozes. Com gritos ou silenciosamente, ela está nos alertando, e com
rogos ou solicitamente, ela está nos aconselhando.
Que nenhum de nós
embruteça o coração, ou subestime a Palavra de Deus. Que nenhum de nós se faça
insensível para com os pontos escatológicos e proféticos conseqüentes da
expressão “Num momento, num abrir e fechar de olhos”. Que de toda a boa
consciência, de toda a deliberada vontade e de todo o coração voluntário jamais
venhamos cair na obscuridade das ilusões terrenas ou permitir que nossos
entendimentos se tornem cegos a ponto de nos achar em falsos direitos
conflitantes com a Palavra de Deus.
Lembremos a todo instante
que virá um momento indivisível no qual semelhante ao movimento rápido do
piscar de olhos tudo ganhará um outro panorama e muitas coisas ficarão para
trás. E não podemos pensar em possibilidade de remédios e remediações supostos ou
sugeridos para aquele momento escatológico. Cuidemos de nós mesmos ainda nesse instante
para que sejamos achados dignos quando chegar aquele “Num momento, num abrir e fechar
de olhos”, escrito em 1Co 15.52.
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terça-feira, 22 de maio de 2012
MOSAICO DE AGRADECIMENTOS (II)
MOSAICO DE AGRADECIMENTOS
(II)
Ao Deus Eterno e
Soberano, a minha profunda gratidão, o meu sincero louvor e a minha verdadeira
adoração, por mais oportunidades a mim confiadas e concedidas nesses dias
passados para haver edificado mais vidas.
Outra vez e
penhoradamente, dirijo a minha palavra pública e aberta de gratidão ao meu nobre
e digno pastor. Aos amigos e companheiros de nosso respeitoso Ministério unânime.
Aos gentis e generosos amigos e companheiros dos ministérios apoiados e
apoiadores de perto e de longe. Muito obrigado, pelo companheirismo recíproco e
transparente.
No mesmo sentido,
também realmente agradeço aos prezados colaboradores diretos no suporte generoso
oferecido a mim. Registro, assim, os meus reconhecimentos e gratidão.
1 - Ao prezado pastor,
gentil corpo de obreiros e dileto contato da AD, Ministério Colheita e
Restauração, S.Gonçalo-RJ, a minha cordial gratidão pelo gentil convite a mim
formulado para ocupar a primeira parte da ministração da edificante palestra à
luz da Bíblia sob o tema “Preparando-se
para o Nosso Tempo”. Tive a privilegiada honra concedida por aquele
receptivo público de também haver conduzido o comentário explicativo do
conteúdo dos vídeos projetados, assim como a de ter também tomado parte ativa no
ilustre trabalho exposto pelo nobre jovem pastor e missionário Jeremiah Mejias
em língua hispânica.
Uma noite de júbilo e
interatividade naquele santuário. A casa esteve repleta com os dela e com os
visitantes convidados. Boa parte do material exposto foi realmente adquirida,
conforme a assessoria no estande. Uma noite de bênçãos que vai ficar na
lembrança daquelas dezenas de jovens e nas centenas de adultos presentes, para
a glória de Deus.
Deixo uma pergunta
sugestiva: POR QUE NÃO COMEÇAR PENSANDO NO EMPREENDIMENTO DA “ESTAÇÃO
CULTURAL-MISSIONÁRIA” AQUI, AINDA PARA ESTE ANO E APERFEIÇOÁ-LA EM 2013? Um trabalho despertador e reforçador do senso missionário (naqueles moldes conversados). Deixo
a boa dica! Estaremos nela juntos e unidos para a glória de Deus!
2 – Ao prezado
ministério e gentil contato da AD Ministério de SP, em Magé-RJ, a minha cordial
gratidão pela privilegiada honra expressa no convite para entregar a mensagem
bíblica na noite de abertura do seu 13º Congresso de Homens. Foi uma noite de
salvação, de despertamento de visão e edificação ao lindo e jubilante rebanho e
convidados presentes. Uma oportunidade singular para aqueles irmãos
novos-conversos presentes. A mim me foi concedida e confiada a rica
oportunidade da entrega da mensagem bíblica cujo tema foi: “Quatro Coisas a Serem Conquistadas nesta Vida”.
Ao prezado Ev. Esteves
(contato), expresso antecipadamente a minha cordial gratidão pelo gentil
convite para os dois eventos programados para antes do fim deste ano. Foi uma
enorme satisfação estar ladeando esse nobre ministério naquela rica
oportunidade. Permitindo Deus, estaremos ladeados mais vezes. Aproveito para
também agradecer as indicações confirmadas de SP.
3 – Ao prezado pastor
e diletos obreiros da AD Ministério Aprisco das Ovelhas, S.Gonçalo-RJ, a minha
cordial gratidão em haver me formulado o gentil e generoso convite de outra vez
voltar a aquele respeitável púlpito para lhes entregar a mensagem bíblica na
noite de encerramento da sua 14ª Festividade Geral de Jovens.
Tive a grande e
jubilosa satisfação de me dirigir ao respeitável público de dezenas de jovens
acompanhados de seus familiares e parentelas e demais convidados para lhes
entregar a mensagem bíblica sob o tema: “Quatro
Perigos de um Coração Dividido”.
Realmente foi um lindo
trabalho festivo. Mas lindo mesmo foram as mãos dos novos decididos levantadas e
vindas à frente e o regresso de corações afastados da comunhão da casa do Pai.
Também, realmente não
sei explicar com palavras, o que ocorrera durante a entrega da mensagem. Apenas
estou certo de que o mover do Espírito Santo interrompeu a linha de raciocínio
durante o clímax na conclusão da mensagem e foi envolver um dos músicos, e
no final do culto, com lágrimas levantou-se e tocou o seu instrumento de sopro nos
cânticos finais do fechamento daquela noite como nunca antes havia feito
(confissão do próprio, depois).
Foi encorajador ver o
respeitável público irromper sob brados de júbilo e lágrimas durante a execução
daquele louvor. Jamais esqueço essas lindas coisas e torno mais vivas e acesas na
lembrança para os meus dias de lutas e embates cotidianos.
Estamos todos real,
verdadeira e profundamente gratos ao Senhor nosso Deus porque Ele é bom. Muito
obrigado, nobres irmãos em Cristo. Querendo Deus, estaremos vezes mais ladeados
em esperadas oportunidades. Essa mais recente foi marcante e inesquecível.
4 - Ao prezado
ministério da AD Ministério Adorando em Família, São Gonçalo-RJ, a minha
gratidão por mais outra vez haver tido a rica oportunidade de entregar a
mensagem bíblica ao respeitável público presente no seu culto de louvor e
adoração. O mover do Espírito de Deus foi notório e inconteste durante toda a
reunião.
Realmente não sei explicar
com palavras. Mas estou certo de que o mover do Espírito de Graça e de Verdade
interrompeu a linha de raciocínio durante a entrega da mensagem e foi direto ao
encontro daquele jovem no seio do povo e o trouxe pelas mãos e tudo que em
detalhes lhe fora dito, seus pais e irmãos de sua própria casa confirmaram
publicamente e a bênção sobre ele se fez completa e testemunhada pelo lindo
rebanho. Batismo com o Espírito Santo e suas evidências principais e
incontestes sob a imposição de mãos ainda e também é para os nossos dias!
O Deus Pai, com o
mover do Deus Espírito Santo e no nome do Maravilhoso Conselheiro Deus Filho, foi
bom e generoso para conosco. Naquela rica oportunidade, O Senhor Deus me ajudou
a lhes entregar a mensagem bíblica sob o tema: “Três Segredos da Perseverança”.
Na certeza de um
coração extrema e profundamente grato ao Senhor nosso Deus, preciso aproveitar
esta oportunidade para antecipar o meu cordial agradecimento aos nobres
companheiros de MG, BA, ES, Distrito Federal, GO e SP, em resposta aos contatos
iniciais e generosos convites tão gentilmente formulados a mim para as futuras
empreitadas. Querendo Deus, estaremos ladeados e para mim é sempre uma
privilegiada honra.
Ao Deus Eterno, todo o
louvor, a mais verdadeira adoração e a mais profunda gratidão.
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domingo, 20 de maio de 2012
ÁGABO: Atos 11.27-30 e 21.10-14
ÁGABO: Atos 11.27-30 e
21.10-14
Um profeta que não desceu em vão...
Um profeta que cumpriu sua missão.
Quase como que escondidos,
mas como raras pérolas preciosas estão, assim alguns nomes de servos de Deus nas
páginas do Novo Testamento residem, cujas ações ou palavras não foram caídas
por terra, não foram apagadas pelo tempo e nem sofreram o embotamento da
incredulidade.
Apesar de sabermos os
nomes daqueles servos pelos registros das Escrituras, apenas pouco em
profundidade conhecemos de suas vidas. E por vezes o quase nada que sabemos já se
faz suficiente e bastante para entendermos o todo e necessário para a nossa
edificação.
Neste artigo, preciso
me ater a um raro nome em especial e apenas mencionado por duas vezes na Bíblia
Sagrada - o nome de Ágabo -. Um profeta entre outros de Jerusalém, da igreja
primitiva, um dos raros profetas da igreja do Novo Testamento que foi mencionado
nominalmente. Realmente nada se tem do significado de seu nome e
tradicionalmente seu nome é visto como de sentido incerto.
Este artigo se refere responsavelmente
a um profeta, como a Escritura indubitavelmente narra. Alguém encontrado digno
de ser mencionado por haver passado no crivo cuidadoso de um relato de
investigação detalhada e minuciosa feita pelo escritor do Livro de Atos. Enfim,
alguém com uma história testemunhada.
Ágabo por duas vezes
desceu de Jerusalém e esteve na presença de Paulo em dois momentos distintos,
no Livro dos Atos registrado claramente está. At 11.27-30 e 21.10-14. Em
nenhuma daquelas vezes, o profeta Ágabo desceu vazio e em vão. E o teor central
de cada uma de suas profecias teve o cumprimento testemunhado.
Apesar de algumas
observações sugestionarem uma aparente e suposta possibilidade de “erros” quanto
à imprecisão nas profecias ditas por Ágabo, em função da aplicação de palavras
cujo cumprimento ao pé da letra não tenha ocorrido conforme a exatidão contida
em pequenos detalhes literais vistos no texto original grego, Deus fez com que as
profecias ditas por Ágabo estejam eternizadas no Seu Livro para testemunho às
gerações. Ainda que houvessem pequenas imperfeições ou aparente influência da imprecisão
humana, Deus não permitiu que a consistência do teor central dos fatos fosse
perdida.
Em termos de exegese
literal nos textos das Escrituras Sagradas, seria de muita valia que sejam considerados
algumas lacunas históricas e certos fatores geográficos e antropológicos presentes
nas línguas bíblicas da antiguidade, assim como as considerações conduzidas
pelas ferramentas competentes e especializadas nesse fim. Mas este é
definitivamente um ponto alheio e desprezível ao foco deste artigo.
O gume deste artigo
pretende incidir sobre as profundas lições extraídas de dois cenários na vida
de um profeta da igreja primitiva, cujos propósitos da missão em cada um deles foram
corroborados pelo cumprimento de suas palavras, tempos depois das duas vezes
que desceu de Jerusalém.
Seguindo o texto, na primeira vez, Ágabo desceu de Jerusalém para a Antioquia, e predisse uma grande fome no mundo
romano. At 11.28 (NVI). Algum tempo depois isto veio de fato acontecer durante
o reinado do imperador Cláudio. Textos da História dão conta de que no mundo
romano sob a égide daquele imperador houve um tempo em que começou a
experimentar uma carestia esta veio a culminar em uma fome massacrante. Ainda
que o consideremos como um profeta leigo, Ágabo falou pelo Espírito Santo diante
de um grupo de pessoas testemunhas, e esta sua profecia teve o seu cumprimento.
Após haver tomado
conhecimento daquela palavra profética, e como resultado motivacional sincero, os
crentes de Antioquia decidiram se mobilizar, conforme suas possibilidades, para
enviar ajudas aos demais irmãos da Judéia. O Senhor Jesus deu profetas para a
Sua igreja amada. Seríamos sempre mais
sensatos e mais sábios e teríamos mais sucessos se déssemos um pouco mais de
atenção ao que diz o profeta Amós: “Certamente o Senhor, o Deus Soberano, não
faz coisa alguma sem revelar os Seus planos aos seus servos, os profetas”. Am
3.7 (NVI)
Ainda seguindo o texto, na segunda vez, tempos
depois, Ágabo desceu de Jerusalém para a Cesaréia, e desta vez foi diretamente
ao encontro do apóstolo Paulo e a este se dirigiu com palavras proféticas. At
21.10-11 (NVI). Desta vez, empregando uma demonstração ilustrativa numa
linguagem simbólica, acompanhada de sua fala, o profeta Ágabo diante de Paulo e
de um grupo de crentes daquela igreja nos arremete a lembrar dos profetas do
Antigo Testamento. Jr 13.1-9 e Ez cap 4.
O que o povo viu e
ouviu o levou a um impacto responsivo rogando insistentemente com choros,
buscando dissuadir ao apóstolo Paulo a que não subisse à Jerusalém. Aquele povo
conhecia a Ágabo e certamente já ouvira falar sobre aquele profeta da igreja
primitiva e fatos ligados a ele. Não se tratava de falas de um encantador de
cenas com palavras evocadas do seu próprio coração, movidas por sentimentos
contingenciais.
Ainda que sabido dos
cristãos e também da maioria naquelas regiões comandadas pelo império romano de
que os ares estavam cheirando intrigas e hostilidades contra os cristãos, Ágabo
exerceu o seu papel de profeta em prenunciar ou anunciar fatos envolvendo
diretamente a pessoa de Paulo. As responsabilidades, a prontidão e as decisões
pessoais sobre o assunto e os riscos da missão eram especialmente da
competência de Paulo sobre si mesmo com suas experiências vivenciais com o
Senhor.
Alheio a detalhes de
cunhos exegéticos literários, fica, dessa forma, claro que o profeta Ágabo não
desceu de Jerusalém vazio e em vão. Ágabo cumpriu sua missão. Fica
terminantemente compreendido que o Senhor revela os Seus planos aos Seus
servos. Historicamente isto tem sido testemunhalmente comprovado em diferentes
épocas e lugares desde os dias da igreja primitiva até os nossos tempos no seio
do povo temente ao Senhor.
A ignorância, a influência
cética e os interesses das vistas da impiedade buscam impedir a igreja do
Senhor para que não perceba as necessidades nessa área, e imprimem forças
contra a verdadeira palavra profética, contra o dom espiritual de profecia, que
deveria predominar com maturidade e sabedoria na igreja dos nossos dias, assim
como haver a consciência e a lucidez quanto a aplicação do exame apreciativo
com sensibilidade, propriedade bíblica e fundamentação teológica sobre tais
conteúdos expostos.
Num tempo em que nos
parece que o exercício do apascentamento está sofrendo sérios comprometimentos
e abandonos, a negligência paira contra as bases de oração, o sensacionalismo
fantasioso abraça inexperientes e aventuras abarcam neófitos na fé, o exercício pouco responsável para com o ensino bíblico e o desinteresse pela sua aprendizagem,
cooperam conjuntamente para um ambiente de artificialidade, superficialidade e a ameaça de
instalação do menosprezo pela profecia como um dom específico para a igreja do
Senhor Jesus.
Se algumas
denominações evangélicas se privaram de reconhecer com legitimidade aqueles que
o Senhor Jesus deu para a Sua igreja como profetas (pessoas cujo dom espiritual
específico para a igreja é o de profecia), e nelas está ausente o exercício
desse dom, sente-se muito por esta imaturidade, em vista do enfrentamento ao panorama hodierno
de confusões, heresias, desencontros de ensaios e de teorias, falas
fantasiosas, ilusionistas e sensacionalistas que a cada dia campeiam, permeiam
e se alastram. “Sem profecia o povo se
corrompe”, diz a Bíblia, mas pior se torna com as falsificações e enganos
rondando os rebanhos.
Mesmo com determinadas
linhas de críticas literárias e observações sobre alguns detalhes vistos nas
profecias ditas por Ágabo, fica claro que ele era um profeta entre outros
profetas no tempo do Novo Testamento e segundo a visão e consideração da igreja
primitiva. O escritor do Livro dos Atos, nos seus relatos investigativos,
considerou o papel e a condição de Ágabo como um profeta que falou pelo
Espírito Santo e em nome deste.
Dessa forma, podemos
descansar confiantes na veracidade investigativa nas palavras dos escritos
lucanos e por elas referentes a Ágabo podermos perceber grandes e boas lições
aos profetas das gerações futuras a ele. Não desça do lugar santo em vão. Tenha
convicção e experiência no que diz. Esteja seguro, lúcido e previdente do peso
de qualquer conteúdo que venha sair de sua boca. Esteja seguro de seus lastros
de intimidade com o Espírito que comissiona os Seus profetas. Não se permita
ceder ao caprichismo das eventualidades e nem a demonstrações de
sensacionalismo fantasioso. Não se intimide e cumpra com legitimidade,
sensibilidade, firmeza e coerência a sua missão!
Os profetas que são
verdadeiramente profetas, profetas verdadeiros, sabem discernir e respeitar as
reuniões cristãs, conhecem experimental e vivencialmente a operação e o mover
do Espírito que lhes equipou e sabiamente compreendem que púlpitos e tribunas jamais
foram palcos de espetáculos e coisas infrutíferas, de procura ou oferecimento
do apogeu do ego. Louvamos a Deus pelos profetas verdadeiros a cada dia levantados
pelo Senhor e concedidos à Sua amada igreja até a vinda do Senhor Jesus para
nos buscar ante ao toque da trombeta.
Faça como Ágabo: desça
sempre com propósitos e cheio do Espírito, da graça, da unção e da Palavra! Cumpramos
a nossa missão como servos de Deus!
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS.
DISCERNIMENTO DE
ESPÍRITOS
Por onde anda esse extraordinário dom?
Há dias que recebi
alguns vídeos contendo matérias, fruto de coleta extraída por um grupo amigo de
pesquisadores cristãos. Ao vê-los, comecei a notar cenas estranhas e
estarrecedoras do que algumas gentes estão equivocadamente chamando de “um novo
movimento do espírito” em terras brasileiras.
“Um novo movimento”
manifestante e efusivo, cujos sentidos visam retirar de foco e de cena a
essência real e verdadeira da adoração bíblica ao Senhor nosso Deus. Um
movimento cuja natureza é o egocentrismo e cujos objetivos são desviar a
mensagem do Evangelho, infiltrar misticismos no culto ao Senhor, suprimir a pregação bíblica e
transformar o culto em movimentos apenas espetacularmente sentimentalistas e
emotivamente sensacionalistas, cujo foco concentre e entronize o elemento
humano como o centro das atenções.
E na medida em que via
as tantas cenas da coletânea, uma pergunta me veio: “Por onde anda o
extraordinário dom de discernimento de espíritos no meio dessa gente
espetaculosa, inebriada e traçante de linhas à beira da irracionalidade”? Por
onde andam os mestres da igreja do Senhor Jesus? Por onde andam os ensinadores
comprometidos com a Palavra de Deus, com as bases teológicas, com a salvação
dos perdidos e com a edificação dos membros do corpo de Cristo?
O que estamos vendo em
solo de nossa pátria não tem sido nada contente. Uma trevosa tempestade com ondas e
densas vagas que espumam enganos por todas as regiões facilitando oportunistas influências
e atividades de espíritos enganadores. A estratégia diabólica não detém o poder
de fechar as portas da igreja do Senhor Jesus, mas se mostra capaz em buscar fazê-la
morna, acuada e sem ação.
Em nossa pátria,
lamentavelmente, espíritos de engano vêm buscando arrastar mentalidades a cederem
suas gravatas e colarinhos para o peso do zinabre do níquel e para os excessos
das ilusões do vil metal. Espíritos de engano buscam acercar mentes com oferendas,
a fim de levá-las pelas formulações conflitantes com o caráter cristão, às
mesclas de investidas seculares dos novos tempos.
Em nossa pátria, lamentavelmente,
espíritos enganadores vêm buscando se infiltrar nas tribunas sagradas através
de indivíduos influentes e mentalidades idolátricas, forçam presença nos
púlpitos com fantasiosas linhas de pensamentos, algemam e aprisionam lideranças
a jugos seculares. Lideranças e suas co-extensões vêm sendo literalmente aprisionadas
pelas vendas de privilégios nos olhos e pelas mordaças de honrarias na boca. Espíritos
enganadores vêm buscando tirar a força moral de nossos líderes, mantê-los
cativos e silenciados às égides da ética secular e assim aos poucos engessá-los
aos corredores culturais e removê-los de ações ativas das propostas do
Evangelho nos espaços públicos abertos e com isso calar a voz aberta da igreja do
Senhor Jesus em território brasileiro.
Em nossa pátria, espíritos
enganadores vêm buscando desmerecer e desacreditar os nossos bons e ordeiros
líderes. Espíritos enganadores buscam superficializar o poderoso e eficaz exercício
dos círculos de oração. Espíritos enganadores buscam artificializar a prática
do ministério de louvor. Espíritos enganadores buscam desencorajar e
despreparar a tarefa ativamente pública de evangelização e adoração ao ar-livre
na tentativa de acuar e suprimir a missão da igreja do Senhor Jesus fora de
quatro paredes.
Em nossa pátria, espíritos
enganadores vêm buscando encarcerar e limitar os filhos do Reino dentro de
espaços culturais e artísticos, com o fim de que as muitas almas famintas e
sedentas de Deus não ouçam a mensagem bíblica direta às suas individualidades e
sejam privadas da Salvação. Espíritos enganadores buscam suscitar e aliciar “artistas”
do canto gospel e discursadores “sagrados” para apresentá-los aos currais da fama dos espaços
rentáveis, e com isso fazerem desprezados os louvadores espirituais que realmente servem aos
rebanhos nos templos cotidianamente.
Em nossa pátria,
espíritos enganadores vêm buscando roubar e sacar a pregação bíblica empregando em lugar desta as demonstrações de “poder” concentradas em “indivíduos exclusivos e especiais”.
Espíritos enganadores buscam retirar de cena e alijar os servos de Deus dignos
de ser ouvido e refletido o conteúdo do que dizem e de serem vistos os sinais que glorificam a Deus e por eles são feitos. Espíritos enganadores buscam fazer que apenas sejam vistos
espetáculos e cenas em vez de ser ouvida a mensagem do Evangelho da graça. Espíritos
enganadores buscam levantar e promover “ídolos de poder” treinados na arte da
fala e no palco de falatórios, e retirar de cena os pregadores de conteúdo,
unção e demonstração de poder no Espírito. A antiga artimanha do diabo - fazer cócegas no orgulho para somá-lo ao desejo de ostentação e adoração para si mesmo.
Em nossa pátria,
espíritos enganadores vêm buscando rechear os cultos da devida adoração ao
Senhor com apresentações e atrativos artísticos em lugar da pregação bíblica.
Espíritos enganadores buscam ludibriar arraiais evangélicos com passatempos e
distrações dominicais, com o fim de ajuntar públicos, anestesiar o senso
crítico sobre as reais necessidades espirituais ocorrentes do povo e conformar a
satisfação de presença contribuinte.
Em nossa pátria,
espíritos enganadores vêm buscando suprimir o culto específico de ensino
consistente e sistemático das Escrituras Sagradas por culto de cantorias eufóricas
com petiscos de homilias rasas. Espíritos enganadores buscam de toda forma sagaz
e com estratégias sutis desvirtuar a seriedade nos conteúdos das escolas
bíblicas dominicais. Há um forte indício notório de que espíritos enganadores
buscam e alimentam o interesse em manter o povo de Deus espiritualmente
debilitado, teologicamente ignorante e biblicamente raso. Com isso, enfraquecer convicções.
Em nossa pátria,
espíritos enganadores vêm buscando enaltecer e patentear líderes e instituições
eclesiásticos, lançar artistas influentes e idolátricos, mas neófitos na fé, em número crescente. Espíritos enganadores buscam mover a fé de
sobre os textos bíblicos empregando um plano sutil e leviano de sucessivas “revisões”
de palavras e termos já registrados nos melhores textos bíblicos tradicionais que
têm atravessado épocas e séculos sem sombra de dúvidas e nem indícios de contradição.
Em nossa pátria,
espíritos enganadores vêm buscando imprimir e conscientizar o povo de Deus a se
tornar partidário, sedicioso, faccioso, dentro de uma mesma denominação
evangélica. Espíritos enganadores buscam conscientizar lideranças para os
moldes do imperialismo, do palacionismo, do indiferentismo, do soberbismo e do
gigantismo. Espíritos enganadores buscam desestabilizar ânimos e mediocrisar os
bons costumes cristãos cultivados em nossos rebanhos.
Em nossa pátria,
espíritos enganadores vêm buscando forjar “dons” e promover o fingimento de manifestações espiritualmente sensacionalistas. Espíritos
enganadores buscam ludibriar a razão do povo de Deus com sensacionais “revelações” extraídas
de consultas nas redes sociais da internet sobre coisas pessoais alheias, com o fim de obtenção de créditos. Espíritos
enganadores buscam fazer desmerecido o verdadeiro avivamento espiritual e
desprezado o pentecostalismo incontestável.
Em tudo isso, notamos
a clara e corrente ausência do discernimento de espíritos. Parece haver e
permear um profundo desinteresse tanto da parte de algumas lideranças
influentes assim como da parte de uma grande massa do povo pouco expressivo. E
assim, os espíritos enganadores ditam: “fiquem calados e silenciosos estejam,
porque estou fazendo a obra de um novo movimento”. Um estrondoso movimento auto-sustentável
que mostra não precisar de Bíblia Sagrada, e sim de experiências tão tremendas quanto
estranhas à Palavra de Deus são. É como se dissessem: “é melhor ficarem calados
para serem preservadas as suas imagens e sejam mantidos seus nomes no poder”.
Diante disso,
precisamos saber o que significa o discernir espíritos. Ao longo das regiões do
nosso território há um clamor pedinte e suplicante no seio dos rebanhos, para
que haja o exercício do dom de discernir os espíritos. Que é discernimento de
espíritos?
Há uma palavra no
texto neotestamentário quando se fala em discernimento de espíritos como um dos
dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo ao povo de Deus com a
finalidade de equipar a igreja do Senhor Jesus para as suas tarefas, para a sua
caminhada, para o seu viver militante.
De acordo com o Vine’s Expository Dictionary of Biblical
Words, com o The New International
Dictionary of the New Testament Theology e com o The Lexicon of the Greek New Testament, a palavra empregada para “discernimento”
no texto grego pelo apóstolo Paulo em 1Co 12.10, se referindo ao dom de
discernir os espíritos é “diakríseis”, de “diákrisis”.
Este termo se refere a ação de separar, distinguir, fazer um julgamento entre
coisas pelas evidências. Não quer dizer propriamente duvidar ou ser contencioso
para com as coisas espirituais, mas aplicar o “dom de discernir” para
distinguir entre coisas. O latim a traduziu para “discernere”, conservando
o mesmo sentido do termo grego.
O dom espiritual do
discernimento de espíritos é a habilidade ou capacidade especial concedida pelo
Senhor Deus para se reconhecer a identidade, a personalidade e a condição dos
espíritos que se encontram atuando ocultamente nas diferentes manifestações ou conduzindo
atividades. As coisas espirituais se discernem espiritualmente, fogem, portanto,
da pura lógica humana e apreciativa.
Através do emprego
desse dom, o Senhor Deus quer, por meio dos seus servos, conduzir, guiar e
proteger de forma segura e adequada o seu povo. Através desse dom, o Senhor visa
alimentar e manter o seu povo com a consistência da verdade e manter os Seus
rebanhos afastados do espúrio, da heresia e do embuste. Assim, os espíritos
enganadores não encontram assento no lugar santo, nem recebem lugar para
manifestar as suas ações e nem exercerem influência sobre os rebanhos do
Senhor.
Seria, pois, de uma
inestimável valia a livre operação e o exercício do dom de discernimento de
espíritos para estes tempos do fim. O exercício do dom de discernimento aliado à
aplicação dos ensinamentos ministrados pelos mestres da igreja do Senhor Jesus é
uma necessidade premente para o enfrentamento nestes tempos de confusão e do
alastramento e surgimento de falsos profetas falando de novos movimentos ímpares,
novos tipos de orações tremendas, novas descobertas inusitadas da Bíblia, novas
traduções nunca reveladas antes, etc.
E, por falar nisso, no
seu rebanho, por onde anda o extraordinário dom de discernimento de espíritos? Nestes
tempos, lhe é conveniente mantê-lo aceso? Ou à vista de todo o panorama atual
ainda lhe seria interessante setorizá-lo, confiná-lo ou extingui-lo, para
evitar possíveis desencontros? Nestes tempos, lhe seria melhor ser guiado pelo
dom de discernir os espíritos? Ou lhe seria mais seguro aplicar o poder do conhecimento
acadêmico conjugado às linhas da pura lógica humana?
CUIDADO! CADA VEZ MAIS
ESTAMOS TODOS CARECENDO DO EXERCÍCIO DO DOM DE DISCERNIR OS ESPÍRITOS. Não se
permita ser iludido com a força das aparências, nem com as mostras circunstanciais
e nem tampouco com os embalos das eventualidades.
PbGS
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domingo, 6 de maio de 2012
CONSIDERAÇÕES NO SALMO 107
CONSIDERAÇÕES NO SALMO 107
Louvai ao Eterno Deus porque Ele é bom.
O lindo Salmo 107 é uma extraordinária obra poética divinamente
inspirada. Ele faz parte do Quinto Livro dos Salmos, e é o décimo quarto salmo
de louvor. Ele fala de alguns dos grandiosos feitos do Senhor Deus aos Seus
remidos. Ele deixa claro os livramentos, a libertação e a providência de Deus.
Um dos detalhes interessantes nesse salmo é que os versículos 8,
15, 21 e 31 são exatamente iguais, como um estribilho nos seus originais. E ao
mesmo tempo que o texto poético fala de uma história passada, também detalha as
experiências pelas quais passa a igreja do Senhor Jesus. Da mesma forma mostra
a condição espiritual de multidões de vidas no presente, assim como aponta profetica e figuradamente para uma glória futura reservada ao destino do seu amado e
redimido povo.
O maravilhoso Salmo 107, direta e historicamente, se refere em
primeiro plano às fases vividas do antigo povo israelita quando de suas
experiências passadas na saída do Egito de então e mais tarde quando no regresso em retorno do
seu cativeiro. Na condição de cativo, clamou e o Senhor Deus o ouviu e com
braço forte lhe resgatou da mão do seu inimigo. Em segundo plano e
figuradamente, ele revela a vida de experiências da igreja militante na Terra e
mostra a condição de um coração perdido, errante e vagante na aridez espiritual
do mundo.
Deus sempre zela pelo Seu povo, e para este faz coisas nem
sempre bem compreendidas, e em favor deste realiza feitos independentes de
explicações humanas e nem sempre nas mesmas dimensões de tempo e espaço
esperados ou estimados pela intelectualidade humana.
O Salmo começa com a célebre frase: “Dêem graças ao Senhor porque Ele é bom”. (NVI). Os textos originais
também sugerem no mesmo significado: “Proclamem
ao Eterno porque Ele é bom”. Nesta frase própria de um coração cônscio da
graça, do livramento, da providência e da satisfação de necessidades, como
favores de Deus oferecidos, encontramos o forte senso de gratidão e de júbilo
em louvor a Deus.
Esta é uma das mais espetaculares declarações de louvor e
adoração que incomoda e humilha o diabo e intriga o inferno e suas dominações
demoníacas. O pobre e passageiro homem mortal sofre infelicidades e quedas na
sua vida, mas durante ela tem repetidas vezes a oportunidade de durante as suas
aflições serem ouvidos os seus clamores a Deus e DEle obter o livramento e
satisfação de necessidades. Oposto ao completo favor misericordioso do Senhor
Deus, o diabo busca apenas iludir a visão humana com saciedades e satisfações
terrenas e temporais.
Cada vez que conscientemente declaramos com o nosso coração
cheio de gratidão e júbilo que o Senhor Deus Eterno é bom, diante de todas elas
as forças da maldade e o inferno se consomem em invejas e se aviltam em ódio e
horrores de si mesmos, posto que como acusadores destinados ao horrendo fim,
buscam roubar do homem a liberalidade legítima, sincera e verdadeira de abertamente
dizer “Louvai ao Senhor Deus Eterno
porque Ele é bom”.
Não é de se surpreender o fato estratégico das hostes
espirituais da maldade tentarem tirar o foco principal da fé de sobre a
essência da pessoa de Deus para colocá-lo direta e bitoladamente sobre apenas
benefícios terrenos e temporais desta vida. Uma estratégia para distorcer as
Escrituras, produzir uma imagem mesquinha de Deus e insuflar os corações a se
enveredarem no indiferentismo e no materialismo.
Este lindo salmo nos inspira a perceber os fortes motivos da
gratidão sincera e verdadeira. Assim como por outro lado nos conduz a notar
quão grandes são a fidelidade e a misericórdia de Deus contra a ingratidão de
Seu povo. As vistas sobre as aflições momentâneas podem sofrer a ilusão de
falsos juízos e serem ofuscadas pelas dúvidas sobre até onde Deus estaria
conosco e atento ao que ocorre em todos os parâmetros de nossa vida aqui na
Terra.
Este salmo mostra as quatro linhas básicas do ciclo seqüencial e
repetitivo da experiência humana: primeiro o pecado; em seguida, a sua
conseqüente aflição; depois o clamor; e por fim o livramento. A tribulação,
depois a súplica, em seguida a libertação e finalmente a gratidão. É grato quem
sente os motivos. Expressa gratidão quem é humilde o suficiente para externá-la.
Proclama gratidão quem é responsável com a dívida de anunciá-la.
No mundo todos os homens têm aflições, e dentro da visão de
soberania de Deus, há dentre elas algumas providenciadas por Deus como em doses
necessárias, a fim de que sejam suscitados o arrependimento e seu impacto e com
isto ao coração arrependido seja ministrado o perdão. O Senhor Deus dirige uma
história cujos detalhes fogem aos pensamentos e ao entendimento humanos.
Às vezes, se faz necessário que haja uma porção de angústia suficiente
para que por esta seja provocada a experiência da tristeza segundo Deus e se
levantem o reconhecimento sincero e o clamor verdadeiro pela misericórdia de
Deus. Por vezes é difícil conceber os parâmetros dessa didática experiencial,
mas ela é verdadeira e real.
Cogitar citações sobre fatos alheios são apenas declarações
ignorantes, visto que a glória se manifesta e repousa em cima do sacrifício.
Somente Deus conhece os corações e sabe lidar com cada um deles. Jamais
poderemos medir sacrifícios, haja vista que também nunca teremos capacidade
alguma para pesar glórias.
Esse lindo salmo também nos mostra as más situações humanas e as
incontestes intervenções divinas. Ele descreve cenas da vida humana que são
fatos e também figuras para o nosso ensino. Ele fala das reviravoltas
realizadas pelo Senhor sobre as coisas humanas. E tudo se resume numa boa,
grande e linda frase: “Deus está no controle”! Importa que o temamos e o
sirvamos conforme a Sua Eterna Palavra nos ensina e molda, e individualmente
como Seus filhos ou coletivamente como Seu povo confiemos na Sua soberania.
Em primeiro plano, o salmo fala de um povo redimido que andou
desgarrado e solitário pelo deserto – povo de Deus -. Tanto a saída do antigo
Egito em direção à terra de Canaã, como a saída da antiga Babilônia de volta em
direção a Judá, foram duras, solitárias, perigosas e penosas caminhadas.
Nenhuma delas foi empreitada confortável ou livre de esforços, aflições,
sacrifícios e lágrimas diárias.
Em segundo plano e como figura, o salmo revela a igreja do
Senhor Jesus, o povo da nova aliança, peregrina pelo deserto do mundo, a anunciante
do Evangelho, sem comunhão e sem ambiência para com os pensamentos espiritualmente
cegos do mundo e em relação aos estilos de vida trevosos ditados ou sugeridos pelos sistemas seculares.
A mensagem do Evangelho sempre foi oposta às linhas de pensamentos correntes no
mundo.
E, como igreja militante do Senhor Jesus, levando a genuína e
legítima mensagem do Evangelho, certamente deve estar pronta e disposta a
enfrentar a aparente solidão e desapego do mundo de impiedade. Que ninguém se
engane com as ondas eventuais de aplausos e alaridos simpaticamente levantados
pelo mundo interesseiramente amistoso e globalizadamente consumista.
Ainda como segundo plano e como figura, o salmo mostra a
condição do homem perdido e, na sua individualidade, com a alma vagante e
peregrina, andando desgarrado e espiritualmente solitário e vazio pelo deserto
do mundo. Tentando se abastecer de bagagens insatisfatórias e nutrir sua alma
com ilusões passageiras e aplacar sua consciência reclamante de Deus através de
aditivos apenas terrenos e temporais.
Em primeiro plano, o salmo fala de um povo que Deus o remiu da
mão do inimigo. Isto por muitas vezes. Por não poucas vezes o Eterno levantou
líderes, juízes, reis e valentes libertadores como ferramentas convictas e as
empregou como testemunhas das guerras e pelejas cujas vitórias Deus por estas
fez serem claramente notadas as incontestes marcas da Sua poderosa mão remidora
e resgatadora contra o inimigo.
Em segundo plano e como figura, o salmo revela a igreja do
Senhor Jesus, remida da mão do inimigo. Um povo gentio, estranho, de longe e
que antes não era o Seu povo. Um povo adquirido com o alto preço do sangue do
Cordeiro de Deus. Um povo que confundiu aqueles que eram Seus e não O receberam
motivados pelas tradições e pelos zelos invalidadores.
Ainda em segundo plano e como figura, o salmo mostra a condição
do homem perdido e desgarrado da mão do Senhor Deus. Vagante e debaixo da lei
tendenciosa da carne desenfreada. Um valioso ser inteligente, a coroa da
criação, mas infelizmente feito objeto de joguete na mão do inimigo. Isto somente até o dia em que o Rei Eterno Jesus
Cristo o redime, o resgata e o traz confessante ao Seu senhorio e soberania.
Em primeiro plano, o salmo fala do povo de Deus. Não achou
cidade para nela habitar durante o seu tempo de peregrinação e regressos de
cativeiros. Havia povoados isolados e cidades afastadas, mas estes eram
completamente dominados pelo paganismo, pelos costumes idólatras, anátemas e
misturados. Inóspitos à estada e acolhimento ao povo temente e servo do Deus
vivo e verdadeiro.
Em segundo plano e como figura, o salmo revela a igreja do
Senhor Jesus, durante o seu tempo militante na Terra e mantendo a sua
identidade nunca encontrou e jamais achará cidade terrena para nesta habitar.
Ela sempre será um povo peregrino. Que ninguém se permita ser iludido pelas
ondas de multidões e pelas influências convenientes e aquiescências
pretensiosas oferecidas pelos poderes terrenos cujos fins são cativar a igreja
e dela ou através dela somar vantagens e benefícios. Nossa cidade
definitivamente não é aqui.
Ainda em segundo plano e como figura, o salmo mostra a condição
do homem vagante e peregrino, andante em busca de segurança e de confortos em
lugares facilitadores da Terra. Buscando saciar a alma exclusivamente em bens e
patrimônios terrenais como pontos de apoio intocáveis e seguros, e acreditando
sejam próprios a habitar, chegam ao momento de perceberem que sua alma na
verdade está insatisfeita na Terra e nesta não acha uma cidade própria para que
sirva de sua habitação.
Em primeiro plano, o salmo fala do povo de Deus peregrinando para
a prometida Canaã e regressando de volta para a sua amada Judá, debaixo de
expectativas, de sequidões, de desgastes próprios das caminhadas em desertos e
lugares transitórios. Chegou aos momentos de desfalecimentos, de desesperanças,
de esgotamentos e de joelhos cansados e desconjuntados. São os momentos do
limite desafiante. São os momentos trilhados com a alma desfalecendo, mas
também os da infinita graça de Deus neles se mostrar.
Em segundo plano e como figura, o salmo revela a igreja do
Senhor Jesus peregrina em sua caminhada anunciante do Evangelho da graça de
Deus. Passando por momentos de sequidão, de expectativas e inquietudes, de
desgastes e incompreensões sofridas. Chegam os momentos de desfalecimentos, de
limites desafiantes, de combate às confusões e heresias, de preservar e
fortalecer os salvos e remidos dos seus apriscos. Ninguém do povo redimido e
peregrino do Senhor na Terra entrará na cidade Eterna sem haver passado por
qualquer experiência que seja. O Evangelho tem glórias, mas também a cada dia
leva a cruz.
Ainda em segundo plano e como figura, o salmo mostra a condição
do homem cansado e inebriado em ilusões terrenas e temporais, caminhando no
deserto espiritual do mundo, chega o momento de sua alma falar mais alto e
declarar que, com tudo e apesar de tudo que lhe possa satisfazer, mesmo assim
encontra inexplicavelmente desfalecendo-se.
Mesmo com a alma rodeada de inúmeras amplitudes de facilidades, está
desfalecendo como se estivesse aprisionada.
Em primeiro plano, o salmo fala do povo de Deus que na sua
caminhada chegou ao momento de sentir a sua própria situação, cair em si,
perceber o peso de suas aflições e clamar ao Senhor. Aqui está um dos grandes
contentamentos de qualquer coração que pertence e serve a Deus – sentir o seu estado,
cair em si, se arrepender de seus caminhos tortuosos e clamar ao Senhor -.
Servimos ao Deus que ouve e responde!
Em segundo plano e como figura, o salmo revela que a igreja do
Senhor Jesus jamais pode deixar de sentir as suas próprias situações e deixar
de levantar os seus olhos para o Autor e Consumador da nossa fé. Em meio e
rodeada de diversos ambientes de horrores e clamores no mundo, a igreja
redimida e militante do Senhor Jesus precisa continuar encorajada ao clamor
confiante e perseverante.
As hostes da maldade sempre buscaram infiltrar desanimadores e sugerir
desencorajamentos no seio do povo de Deus. Tentam enfraquecer a fé e a
identidade do povo israelita e com a mesma intensidade se levantam contra a
Igreja do Senhor Jesus até os dias correntes. Aqui está uma clara prova de que
tanto Israel como a Igreja do Senhor Jesus pertencem ao Eterno Deus como Suas
propriedades definidas nas Sagradas Escrituras.
O lindo Salmo 107 deixa clara a receptividade de Deus em direção
ao Seu amado povo, assim como a Sua infinita misericórdia para com este. Deus
livrou o Seu povo das dificuldades enfrentadas nas suas caminhadas, e o mesmo
Deus livra a Sua amada igreja hoje. Deus levou o seu povo por caminho direito,
e o mesmo Deus leva a Sua amada igreja hoje. Estas são verdades incontestáveis
no primeiro plano.
Mas além de tudo isso, nesse lindo texto há uma figura para o
futuro glorioso que ainda está por acontecer. Independente de opiniões
pré-milenistas, milenistas, pós-milenistas, amilenistas, isso vai acontecer
como diz a Escritura! Deus vai congregar todos os Seus redimidos dos quatro
cantos da Terra para irem a uma cidade de habitação!
O lindo texto do Salmo 107 revela duas grandes pérolas
apocalípticas escondidas em duas verdades. A primeira, a de que Deus congregou
os redimidos das terras do oriente e do ocidente, do norte e do sul. A segunda,
a de que Deus levou os redimidos por caminho direito, para irem a uma cidade de
habitação. Os verbos "congregou" e "levou" estão no tempo passado. Até então isto jamais aconteceu cabalmente e na totalidade com o povo do primeiro plano e
tampouco com a igreja em segundo plano, como figura. Essas duas pérolas ainda
estão por se revelarem como um acontecimento profético e espiritual.
Aqui, somos levados a refletir. Como encaramos as cenas
desastrosas da vida? Somos daquelas pessoas que ostentam frases-troféus
dizendo: “graças a Deus porque isso nunca aconteceu comigo, ou com os meus”? Ou
somos pessoas que com sábia visão percebem o âmbito geral das experiências
aflitivas de outras e sentimos juntamente o peso delas?
Numa reflexão direta. Você é um errante recuperado? Ou se faz
errante irrecuperável residente na sua cidade íntima de opiniões, no seu
palacete ou castelo erguido de duras pedras no seu coração? Você pode declarar
que o Senhor é bom pela essência da pessoa que Ele é? Ou o diz apenas
responsivamente por coisas temporais que lhe chegam às mãos?
Que nenhum dos redimidos do Senhor perca a liberdade de declarar
que o Senhor é bom. Que nenhum dos redimidos do Senhor perca o rumo durante a
caminhada no deserto deste mundo confuso e inebriado em ilusões. Que nenhum dos
redimidos do Senhor perca o ânimo para clamar ao Senhor. Que nenhum dos
redimidos do Senhor perca a esperança no Remidor Eterno e a visão do Lar Eterno.
Que nenhum errante e vagante pelas veredas desérticas deste
mundo prive a sua alma de buscar o Remidor e por Ele clamar. Que nenhuma alma
perca a oportunidade de remissão oferecida neste tempo da nova aliança da graça
de Deus aos homens. Que toda alma faminta e sedenta de Deus se permita sentir o
peso de suas prisões e se levante em erguer um clamor em busca do Senhor Jesus
Cristo, o Remidor Eterno, que garante a chegada na cidade de habitação eterna.
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
MEDIOCRIDADE: uma infeliz herança.
MEDIOCRIDADE: uma infeliz herança.
Os dias de Habacuque estão aí.
Os dias que se têm ido e os que ora se vão parecem querer
externar uma linguagem dos dias do profeta Habacuque. Dias de indagações, mas
também de ansiedades. Dias de questionamentos, mas também de incertezas. Dias
de confusão, mas também de auto-suficiências. Dias de descasos generalizados,
mas também dias de injustiças. Dias de súplicas, mas também dias de espera. Enfim,
dias de perigos iminentes.
Na verdade, são os dias do aberto “troco na troca”
e dos trocos ocultos para as trocas manifestas. Dias de hostilidades veladas e de
violências polidas. Dias de a falsidade com simulação de justiça usar a
oratória e a retórica para falar de verdades e dias da verdade ser duvidada e
da honestidade ser desprezada.
São os dias do desgoverno governar e os dias do
inverso inverter. São os dias de coroar o lixo, enaltecer o luxo e desprezar o
nexo. São os dias de valorizar o argueiro ínfimo num olho e não sentir incômodo
e inquietude com a trave aguda no outro, de coar o mosquito e engolir o camelo.
É preciso saber viver e lidar com tudo nestes dias de muitas e tantas
semelhanças aos de Habacuque.
Alguém em certo lugar disse: “estamos vendo algumas
gentes viverem de forma medíocre e na visão de dias medíocres”. Grandes olhos
sobre insignificâncias e olhos grandes sobre ilusões e efemeridades. Macros
olhares sobre micros sentidos e micros olhares sobre macros demandas. Desejos
maiúsculos em cima de reles ninharias minúsculas. Enfim, dias de mediocridade.
Que significa a palavra mediocridade? Os bons
dicionários definem a “mediocridade” como
sendo a qualidade de algo que possui pouco mérito; estado ou qualidade de algo
vulgar, ordinário, insignificante, desprezível, sem merecimento”. Em simples parafraseado,
é colocar valor onde não tem e retirar o valor daquilo que na sua essência o possui.
Mediocridade é uma palavra aparentemente de
aplicação indelicada. Entretanto, não se teria outra para conceituar algumas
coisas que estão em voga e no passo da moda. Enquanto o mundo pagão desce ao
lixo e solidariamente garimpa desvalores para colocá-los sobre o luxo, certa
parte do mundo gospel sobe no luxo para literalmente descartar e jogar valores
no lixo. A igreja do Senhor Jesus não deveria contribuir para que interesses lesivos
e pretensões aleivosas entulhem os seus poços abertos com a ajuda de Deus e sob
sangue, suor e lágrimas.
A mediocridade tem sido uma cova sutil e aprisionado
não poucas gentes. Há mais gente do mundo gospel preocupada em promover-se a si
mesma do que predispostamente ocupada nas tarefas das legítimas causas do Reino
e com as muitas vidas carentes de Cristo. A mediocridade enche os olhos inescrupulosos
de uns e esvazia as vistas celetistas de outros. Dias de mediocridade, dias do
profeta Habacuque.
À luz da Palavra de Deus, e sobre os lastros do bom
senso e da razão, nota-se muita gente gospel banhando-se no lamaçal das
sensações da mediocridade tentando induzir outros a acreditarem que ela está num
mergulho no oceano do Espírito. Antes que os frutos falem, as folhas secas já
revelam o estado da árvore. Há muita gente saboreando as iguarias da
mediocridade acreditando estar degustando o maná do Céu. Tal é o volumoso engano
que a mediocridade produz com suas ilusões distorcidas.
Rodeado de assombros sociais e de escombros
religiosos alimentando e sendo alimentados pelo círculo vicioso da
mediocridade, o profeta Habacuque se viu desconfortável e inquieto diante das
vias das ruínas do povo dos seus dias, e não viu outra iniciativa prioritária,
a não ser a de determinadamente clamar ao Senhor Deus em busca de respostas. Uma
mescla de confusão e superficialidade parecia ofuscar a visão de perspectivas,
mas também parecia anestesiar o discernimento dos juízos.
A mediocridade produz a superficialidade. Todo
medíocre é raso em si mesmo, posto que serve o que é reles e se ilude em ser
servido com coisas rasteiras. Alguns são rasos de valores objetivos e outros
são rasos de valores subjetivos. Pior se fazem aqueles que são rasos e
paupérrimos em ambos os sentidos. Há mais tolos medíocres do que propriamente
medíocres tolos. Aqueles não sabem porque se trocam e estes se trocam por não
saberem o que trocar.
Existem os medíocres dominadores e há os medíocres
subjugados. Existem os medíocres que pensam e há os medíocres que pouquíssimo
ou quase nada refletem, e quando se dão ao trabalho de pensar, absorvem e
assimilam a confusão flutuante dos nossos dias e optam pelas escolhas da alheia
visão fosca, turva e tosca. Dias da mediocridade desviar convicções e arrebatar
sentidos.
A mediocridade conduz ao terreno da insipiência.
Todo medíocre é insipiente, e pior se faz quando também é insípido. Como nos
dias de Habacuque, não importa se a impiedosa Babilônia vá lhe devorar, a
auto-suficiência e a soberba da mediocridade lhe impedem de perceber as
gravidades nos caminhos que anda. A mediocridade ignora porque não conhece como
deveria e desconhece porque não sabe o que deveria conhecer. A mediocridade
prioriza o que enche as vistas dos seus olhos e valoriza o que lhe esvazia dos
ideais. Dias de mediocridade, dias de Habacuque.
A mediocridade erra classicamente. Gera erros
crassos, induz outros a erros conflitantes e com sagacidade e sutileza aprisiona
e cativa outros na feiúra dos seus próprios erros. Todo medíocre é tendencioso
a ser persuadido e guiado cegamente pelos rastros da mediocridade alheia. Se
vende por trinta moedas de prata pensando que está comprando quem vale muito
mais que ouro, e por fim termina enforcado no seu próprio nó resultante do
remorso de suas próprias negociatas e manobras medíocres.
Existem os medíocres eventuais e há os viciados em
mediocridade. Há mais gentes viciadas em mediocridade muito mais do que se
imagina. Aplaudem desvalores ao pódio, forçam destronização de valores e ridicularizam
princípios imutáveis. Viciados em mediocridade se envenenam a si mesmos com os
seus medíocres pensamentos e buscam intoxicar os outros com a sua visão
medíocre. Fecham os seus olhos para não enxergarem aquilo que o coração já
sentiu e a consciência apontou.
Alguém em certo lugar disse que “não há lugar pior para esse vício maldito
mostrar as suas garras do que na igreja”. De certa forma e pela visão
panorâmica, esta declaração possui consistência, em face de certos quadros gospel
banhados pelo calorento suor da mediocridade que vemos tanta gente transpirá-lo
nos nossos dias. O vício da mediocridade cria, lança, alimenta e sustenta seus orgulhosos,
fingidos e soberbos ídolos nos santuários.
Os dias trevosos de Habacuque foram semelhantes aos
nossos. A diferença é que naqueles dias, um profeta percebeu a forte presença
da mediocridade, clamou por respostas de Deus, subiu para vigiar quando as
receberia do Senhor e foi orientado a escrever em tabuinhas a visão reclamante
de Deus para ser lida correntemente. E nestes nossos, uma multidão clama e
prossegue altissonante com placas e faixas dizendo: “O show de puras encenações
e sutis objetivos artificiais e artificiosos tem que acabar!”
Tenebrosas vielas da mediocridade conduzem ao perigoso
vício de si mesma. Existem os viciados em mediocridade e há os medíocres
viciados em igreja. Aqueles confundem-se e iludem a si mesmos pela ignorância e
estes se confundem pela perda do senso em não saberem a diferença entre amor e
vício. Os medíocres viciados em igreja são os que desapercebidamente se
esfriaram no amor a Deus e se tornaram mecânica e automatisadamente aquecidos
no vício de igreja. Aqueceram os interesses e as pretensões e esfriaram o amor
no íntimo, e o resultado fatal é o vício da mediocridade. Enfim, o produto
resultante é: nem fariseu tradicionalista e nem cristão modernista – apenas medíocres
viciados em igreja e alienados em redomas de partidarismos -.
No mundo gospel, não é difícil encontrar medíocres
viciados em posição e status, viciados em liderança e mando, viciados em
humildade e subserviência, viciados em prestígios e adulações, viciados em
simulações e soberbas, viciados em cargos e funções, viciados em medos e
inseguranças, viciados em “ondas” de afoitamentos e aventuras, viciados em
ostentação e arrogância. O vício da mediocridade silenciosamente gera, discipula
e embriaga mais medíocres do que se
imagina.
No mundo gospel, existem muitos corações que profundamente
amam o Senhor Jesus e sua amada igreja. Porém, há pessoas que começaram a vida
cristã amando ao Senhor, mas em dado momento foram se permitindo ser vencidas e
sucumbidas, sem se aperceberem das prioridades íntimas de sua individualidade
com Deus e de si mesmas. Se enveredando cativas por fatores mecanicamente
viciosos, se tornaram amantes viciados em mediocridade. Tornaram-se sonsos
porque perderam os sensos.
Por outro lado, no meio dessa confusão de
interesses e pretensões, também não é difícil encontrar os amantes de
teologias, amantes de dogmas, amantes de tradições, amantes de invenções e
fábulas, amantes de si mesmos, amantes de discursos, amantes dos desleixos perniciosos
e da permissividade e do desequilíbrio, amantes de cantigas humanistas e
paródias hedonistas, amantes de costumes e hábitos e amantes do dinheiro. Enfim,
há mais amantes profundamente viciados em mediocridade do que se imagina possa existir.
Dias de Habacuque, dias de mediocridades.
Alguém também em certo lugar disse que: “Se
a igreja não fosse de Deus os homens já teriam terminado com ela". Uma verdade
tão clara quanto tão intrigante é, visto que ela choca e fere aqueles que
herdaram excelentes valores aprovados pelo Senhor com incontestáveis provas
através dos séculos e de experiências incontáveis. A impiedade quer disfarçadamente
governar o coração do justo e a profanação sutilmente cercear e limitar o
íntimo do santo.
A mediocridade é insana e insensata. Movida pelas avenidas
da insanidade afrontosa e pelos becos da insensatez, a mediocridade simula um
luminoso avivamento e promove o fogo estranho. Ela nunca experimentou o Avivamento
e sempre foge do ambiente realmente espiritual. A mediocridade ama e venera
apenas o favorecimento e as vantagens da circunstancialidade e da
eventualidade.
Aproveitando-se dos favores e das circunstâncias
favoráveis, a mediocridade dirige o seu foco sobre a futilidade relâmpago e a
frivolidade passageira promovida e facilitada pelas forças da impiedade. Há
mais gente gospel consumida pelo vício da mediocridade, preocupada unicamente com
o sucesso do seu ego e com o bem-estar do seu umbigo do que com a salvação de
vidas e com as propostas do Reino de Deus.
A mediocridade ama números e enamora dígitos. Com a
finalidade de obter os seus próprios interesses e atingir os seus objetivos,
ela ama o poder da representatividade. E com base nos números e nos dígitos que
lhe oferecem suporte, busca a qualquer custo tomar lugares de posição
privilegiada nos conselhos e nos concílios. Para tanto, ela importa-se com
números e dígitos que lhe alavanquem reconhecimentos entre os homens e lhe
rendam vantagens, lucros e rótulos.
Lastimosamente, para a mediocridade não importa se
esses números sejam almas ou sejam meros elementos integrantes. Não importa se
esses dígitos se tratem de vidas ou apenas sejam objetos descartáveis, representativos e manipuláveis. O que importa
é que sejam causa de renda, representem quantidade, façam número presencial
rotineiro e causem vantagens de alguma maneira.
Para os viciados em mediocridade nos nossos dias,
não importa se o produto da oliveira faça falta, posto que eles apenas
visualizam o vinho do sucesso para inebriar alegrias. Pouco lhes importa se nos
currais não haja vacas e tanto faz quanto tanto fez se as ovelhas da malhada
sejam cativas e arrebatadas pelo opressor. Afinal, já se foi ouvida a feia
frase: “crente é que nem biscoito, vai um
e vem oito”, dita nos recantos por algumas gentes insensíveis.
A mediocridade tenta fazer da igreja um curral. Ela
não enxerga um rebanho, nem um aprisco e muito menos um redil, mas uma massa passiva
de ser manipulada em suas mãos. A mediocridade estabelece as linhas das
porteiras, pastoreia quoruns pretextuosos, arrebanha votos politiqueiros e
apascenta o seu bel-prazer interesseiro e pretensioso. Mansa e sonsa, a
mediocridade vai ao público e chora lágrimas arquitetadas no laboratório de
suas sagacidades para manter o seu curral em alta e o seu “ibope” em cima.
A mediocridade faz muitos deixarem e se afastarem dos
moldes aprendidos de Cristo e se apegarem aos manejos da impiedade. Uns buscam
adorações, reverências e venerações para si, e outros lavam as mãos com
justificativas da auto-comiseração. Como os ímpios, o que importa é chegar aos
fins da mediocridade e fazê-la valer.
A mediocridade infelizmente tem invadido o poder. A
mediocridade é um pesadelo quando invade o poder. O grande servo de Deus,
A.W.Tozer, certa vez disse: “Todo povo é,
ou virá a ser, aquilo que seus líderes são”. Quando a liderança é medíocre,
o seu povo também o é, ou virá a sê-lo da mesma maneira. Caso contrário os
choques e crises batem-lhes as portas. A mediocridade é uma infeliz herança.
A ignorância e o autoritarismo encontram facilidade
em imperar onde a égide e a opulência da mediocridade encontram guarida. Alguém
em certo lugar também disse: “Para os
líderes medíocres, é mais interessante fazer liderados medíocres em série e
manipulá-los dentro do seu curral”.
Quando o poder é viciado em mediocridade, o povo
por ele liderado também seguirá os seus mesmos moldes e visão de mediocridade.
Nos dias de Habacuque o povo reproduzia a mediocridade dos erros que seus
líderes cometiam. A mediocridade é desprovida da capacidade de ajuizamento e
inimiga de filtragens. O povo reproduzia a infeliz herança da mediocridade, e
era levado a trilhar nos mesmos conceitos e visão medíocres dos seus líderes. Sabia
do seu estado e conhecia as indiferenças, mas era manobrado pela mediocridade
corrente de seus dias.
Habacuque percebeu todo o cenário medíocre que lhe
rodeava e passou a clamar por um avivamento. Obteve uma grande resposta de Deus
que logo depois ela veio atravessar séculos, fortalecer prontidão e realizar reformas
para a glória e o louvor do Senhor Deus. O profeta Habacuque não se deixou ser
levado pela mediocridade dos seus dias. Aquele profeta chegou a salmodiar um
cântico próprio da fé enquanto olhava e enfrentava os dias da mediocridade.
Nada influenciaria as suas convicções de fé, e os seus dias de festejar ao
Senhor e se alegrar no Deus da Salvação estavam nos seus horizontes.
Os dias de Habacuque eram como se a mediocridade
pelas ruas bradasse: “está todo mundo
medíocre, seja um também”! “A moda é
ser medíocre”! “Não seja
tradicionalista, não seja autêntico e nem pós-moderno, mas basta ser medíocre é
o que vale e dá ‘ibope’”!
Pouco se sabe sobre a pessoa do profeta Habacuque,
entretanto muito se pode experimentar do Deus que respondeu e fortaleceu a fé
dele em meio a um contexto campeado e permeado pela mediocridade. Pouco importa
que sejamos conhecidos, mas muito nos interessa que sejamos conhecidos do mesmo
Deus da salvação que guiou a vida de Habacuque nos enfrentamentos dos seus dias.
Enfim, nestes dias testemunhais da confusão, dos
descasos generalizados e das injustiças, é preciso ser realmente discípulo do
Senhor Jesus Cristo, para não ser tragado pelas correntes da mediocridade vestida
de fantasias e nem ser arrastado pelas enxurradas vergonhosas dela. São dias de
fazer como Habacuque fez. Clamou em busca de respostas e ao encontro delas
subiu em vigia para recebê-las do Senhor.
Para as indagações e questionamentos destes dias de
mediocridade, a resposta bíblica é: “O justo pela sua fé viverá” Hc 2.4. E mais
ainda: “se o justo recuar, a minha alma não tem prazer nele, diz o Senhor”. Hb
10.38. Não há surpresas, contudo existem respostas bíblicas.
Não sejamos atraídos pelos brilhos da mediocridade.
Sejamos convictos nas coisas nos ensinadas pelo nosso Bom Mestre e Senhor! Que
os palanques de atrações e os palcos de distrações promotores da mediocridade sejam
definitivamente extirpados e banidos do nosso meio. Que a glória de Deus torne
a ser a única e indivisível prioridade em tudo que se faça, e a salvação das
vidas torne a receber o mesmo primado, apreço, esforço e admiração que sempre
perdurou por séculos no meio de gente séria e ordeira que serve a Deus e o ama com
todas as suas forças, de todo o seu entendimento e com todo o seu coração!
PbGS
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